domingo, 18 de setembro de 2011


Se eu pudesse moldar as noites
com minhas mãos de poeta
talvez elas tivessem as mesmas cores
mas certamente seriam diferentes

tiraria delas a pressa do ponteiro das horas
e também o cinza dos olhos
daqueles que enfrentam as ruas

se eu pudesse amassar com minhas mãos
o barro das auroras
eu o moldaria ao meu jeito

certamente elas teriam os mesmos rostos,
seríamos os mesmos a dividir o mesmo espaço
mas elas seriam diferentes

desarmaria espíritos
eliminaria labirintos
substituiria muros por pontes
e ensinaria a celebrar a vida
mesmo que ela amanheça todos os dias
pendurada por um mísero fio.

Um comentário:

  1. Olá, Lidi!
    Tudo bem?

    Você reparou que há um quê de dor, um ar de saudade e sentimento de dor... na cor e na suavidade de cada movimento, na dança, na voz..?
    Refiro-me ao vídeo... um oásis que descobri no deserto da manhã que insiste em aclarar os espaços que ensombram meus dias.
    Bjs de carinho.
    Orlando.
    Ops! Quanto à postagem... asseguro que você pode!

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